Nasceu em 1974 em Setúbal, cidade piscatória e emblemática pelos habitantes do Sado, os golfinhos roazes.
Com raízes no Alentejo, desde a infância que divide o seu tempo entre o mar e o campo. Atualmente vive em Setúbal nas proximidades da Reserva Natural do Estuário do Sado e do Parque Natural da Arrábida, que considera o seu estúdio de fotografia de natureza.
Tem viajado por todo o globo, desde a Antártida até África, a sua grande paixão, à qual tem dedicado grande parte dos seus projetos fotográficos.
Fotógrafo autodidata, autor de vários livros de fotografia, tais como:
“Golfinhos do Sado” do qual foi co-autor em 2009,testemunho da vida e história da única comunidade residente de golfinhos roazes em Portugal.
“Estuário” publicado no final de 2017, dedicado ao estuário do Sado onde se encontram fotografadas as espécies mais emblemáticas deste habitat, do qual é autor.
O seu trabalho está também publicado em revistas nacionais e estrangeiras, destacando-se a National Geographic Portugal, da qual foi colaborador.
Em 2015 foi premiado com o 3º lugar no prestigiado concurso internacional de fotografia de natureza Nature Images Awards Competition, na categoria Reportagem – “SOS Espécies em perigo”, com uma fotorreportagem sobre as tartarugas verdes no arquipélago dos bijagós, Guiné Bissau.
Em 2020 recebe a distinção Highly commended no concurso Nature Photographer of the Year, com uma imagem do estuário do Sado. Ainda em 2020 edita o livro “Selvagens”, mote para esta exposição fotográfica de grande formato, impressa em papel de algodão. Este projeto teve origem no enorme fascínio e na paixão que sinto pelas plantas. A escolha das plantas foi aleatória – um retrato de diversas espécies espontâneas que, por alguma razão, me cativaram.
Em 2021 edita “Costa Alentejana” e outros projetos de autor.
Em 2019 começou um projeto fotográfico sobre o haxixe e as suas origens, a cultura e tradições de alguns países tradicionalmente produtores de haxixe. Marrocos, Afeganistão, Paquistão, India e Nepal. Estes países faziam parte da tradicional rota do haxixe ou a famosa Hippie trail.
É precisamente deste último trabalho que o Pedro nos vem falar.