A Carla seguiu o percurso normal de todos os «travel junkies», começando desde nova a viajar por Portugal com os seus pais, depois com amigos, muitas vezes em aventuras de canoagem e aos 19 fez o seu primeiro inter rail que gostou tanto que fez mais 2. Entretanto terminou a sua licenciatura em Engenharia do Ambiente, foi 6 meses para Espanha fazer um estágio, regressou para trabalhar numa grande empresa onde juntava todo o dinheiro que podia para ir viajar nas férias. As viagens foram-se tornando mais frequentes e mais viciantes, até que em 2013 comprou um bilhete só de ida para Katmandu e só regressou passados quase 2 anos em que esteve a explorar a Ásia.
Há pessoas que viajam o mundo num ano, a Carla decidiu viajar com calma, em cada país que visitou tentou absorver a cultura, a história, os modos de vida, provar comida e bebida, fazer amigos e ajudar sempre que havia oportunidade. E é isto mesmo que a atrai nas viagens, sair da sua zona de conforto, a novidade, aprendizagem, a liberdade, as paisagens, os cheiros, as pessoas, no final o peso da mochila compensa a leveza da alma.
AINDA não conhece todos os continentes e não tem um local favorito, tem experiências que vai lembrar para o resto da vida: ser a primeira rapariga portuguesa na maior gruta do mundo, voar num helicóptero russo, fugir de um crocodilo, ir a casamentos no Vietnam, dormir em estações de comboios, mergulhar com tubarões ou dar aulas de inglês a crianças na Tailândia. Marcar uma viagem é marcar a vida para sempre, não é o que dizem?
A paixão pela fotografia veio com as viagens, a vontade de retratar o que via da melhor maneira possível para partilhar quando voltava a casa.