Rita França Ferreira nasceu no outono, em Lisboa. É assessora de comunicação e gestão num instituto público e fundadora do projeto de promoção de leitura, Desculpas para Ler, que integra a iniciativa de responsabilidade social, «Mão Cheia de Desculpas» e o podcast Vit’a Ler. Em plena pandemia, teve uma rubrica designada «Ler à Portuguesa» no Sapo24, que combinava literatura e viagens pelo nosso país.
Sempre disse que queria ter uma profissão ligada aos livros, na altura dizia que queria ser escritora ou ter uma livraria. Em pequena, estava rendida às coleções Os Sete e Colégio das Quatro Torres e lembra-se da avidez de leitura quando se deparou com «O Conde de Monte Cristo», de Alexandre Dumas e «Uma agulha no palheiro», de J.D. Salinger.
A proximidade da escrita encontra-se na escolha da licenciatura de comunicação social, com o sonho de ser jornalista de guerra ou de fórmula 1. Com as passagens por alguns órgãos de comunicação social, o jornalismo não convence e percebeu que o futuro passaria pela estratégia e gestão aliadas às áreas de comunicação e de marketing.
Desde cedo que a mãe incutiu o “bichinho” de viajar, talvez por isso um dos seus verbos preferidos seja IR. Se tens oportunidade de IR, vai, desbrava. Com este espírito, visitou alguns locais pelo mundo fora, porém nunca sentiu que era uma viajante.
A arte de viajar e alma de viajante descobre com algum deleite na literatura de viagens. Curiosamente, o livro que gostaria de ter escrito é de viagens e chama-se «Viagem ao sonho americano», de Isabel Lucas.